Quais filmes concorrem com ‘O Agente Secreto’ no Oscar 2026

A temporada de premiações de 2026 trouxe um marco histórico para o cinema nacional. O Agente Secreto, novo suspense político de Kleber Mendonça Filho (Bacurau, Aquarius), conquistou quatro indicações ao Oscar, colocando o Brasil de volta aos holofotes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
O longa protagonizado por Wagner Moura não disputa apenas a estatueta de Melhor Filme Internacional. A produção furou a bolha e concorre também nas categorias principais de Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Elenco (nova categoria estreada nesta edição). Para levar o ouro para casa, no entanto, a obra terá que superar pesos pesados de Hollywood e diretores consagrados como Paul Thomas Anderson, Ryan Coogler e Guillermo del Toro.
Abaixo, detalhamos tudo sobre a trama do filme brasileiro e analisamos filme a filme quem são os grandes concorrentes que podem impedir a vitória do Brasil na cerimônia de 15 de março de 2026.
Sinopse e enredo de O Agente Secreto
Antes de conhecer os rivais, é fundamental entender a força da obra brasileira. Ambientado em 1977, durante a ditadura militar, o filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário e especialista em tecnologia que foge de São Paulo para o Recife.
Buscando escapar de agentes governamentais e reencontrar seu filho caçula, ele chega à capital pernambucana na semana do Carnaval. O que deveria ser um refúgio torna-se uma armadilha de paranoia, onde Marcelo descobre que está sendo vigiado não apenas pela repressão oficial, mas também por seus próprios vizinhos e conhecidos. O roteiro constrói um thriller asfixiante sobre vigilância e medo.
Rivais em Melhor Filme Internacional
Esta é, estatisticamente, a categoria com maior chance de vitória para o Brasil. Porém, a concorrência europeia é acirrada. Os filmes que concorrem com O Agente Secreto nesta categoria são:
- Valor Sentimental (Noruega): Dirigido por Joachim Trier (A Pior Pessoa do Mundo), é considerado o principal rival. O drama explora luto e memória familiar com uma narrativa complexa e tocou profundamente os votantes da Academia.
- Foi Apenas um Acidente (França): O representante francês, um drama de tribunal tenso e minimalista, ganhou força após vencer a Palma de Ouro em Cannes. A França tem um histórico forte de vitórias nesta categoria.
- Sirât (Espanha): Um thriller rural que surpreendeu pela direção crua e performances naturalistas, correndo por fora na disputa.
- A Voz de Hind Rajab (Tunísia): O único representante africano entre os finalistas, trazendo uma narrativa política potente que pode atrair votos da ala mais progressista da Academia.
A concorrência em Melhor Filme
A presença de uma produção brasileira na categoria principal (Best Picture) é um feito raro. Aqui, O Agente Secreto enfrenta as maiores produções do ano em orçamento e prestígio. Os indicados são:
- Uma Batalha Após a Outra (The Battle of Baktan Cross): O novo épico de Paul Thomas Anderson, estrelado por Leonardo DiCaprio, é o favorito técnico. Com um orçamento massivo e elenco estelar, é o filme a ser batido.
- Pecadores (Sinners): O terror sobrenatural de Ryan Coogler com Michael B. Jordan inovou o gênero e quebrou recordes de bilheteria, sendo muito popular entre os votantes mais jovens.
- Frankenstein: A releitura gótica de Guillermo del Toro para a Netflix traz o visual deslumbrante característico do diretor e um elenco liderado por Oscar Isaac e Jacob Elordi.
- Marty Supreme: Josh Safdie dirige Timothée Chalamet nesta biografia frenética sobre um jogador de tênis de mesa, trazendo um ritmo acelerado que conquistou a crítica.
- Hamnet: O drama histórico de Chloé Zhao, adaptado do livro best-seller, emociona ao narrar a vida da esposa de Shakespeare e a morte de seu filho.
- Bugonia: Yorgos Lanthimos (Pobres Criaturas) retorna com mais uma sátira social bizarra e visualmente criativa.
- F1: O drama de ação de Joseph Kosinski, focado no automobilismo, surpreendeu ao entrar na lista final pela excelência técnica.
- Valor Sentimental: O filme norueguês também conseguiu o feito de ser indicado na categoria principal, dobrando a concorrência direta com o Brasil.
Wagner Moura e os indicados a Melhor Ator
A indicação de Wagner Moura consagra sua carreira internacional. No papel de Marcelo, ele entrega uma atuação contida, física e psicologicamente densa. Seus concorrentes são:
- Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra): Sempre um favorito da Academia, DiCaprio domina a tela no épico de Anderson.
- Timothée Chalamet (Marty Supreme): Sua transformação física e energia caótica no filme o colocam como um forte competidor, especialmente após vencer o Globo de Ouro de Comédia/Musical.
- Michael B. Jordan (Pecadores): Elogiado por interpretar múltiplos papéis (gêmeos) no filme de terror, o que exige grande versatilidade técnica.
- Ethan Hawke (Blue Moon): Hawke interpreta o letrista Lorenz Hart em uma atuação elogiada como a melhor de sua carreira recente.
Curiosidades da produção
- Reencontro: O filme marca o retorno da parceria entre Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura, consolidando uma das duplas mais criativas do cinema nacional atual.
- Ambientação: A recriação do Recife de 1977 exigiu um trabalho minucioso de direção de arte e efeitos visuais para apagar a modernização da cidade.
- Recorde: Com quatro indicações, O Agente Secreto iguala o feito histórico de Cidade de Deus (2002), que também disputou quatro estatuetas.
Onde assistir
O interesse pelo filme disparou após o anúncio dos indicados. Confira a disponibilidade:
- Nos Cinemas: O Agente Secreto ainda está em cartaz em diversas salas de cinema pelo Brasil, com sessões expandidas devido às indicações.
- Streaming: A previsão é que o longa chegue às plataformas digitais (provavelmente via aluguel premium ou serviços parceiros da distribuidora Vitrine Filmes) logo após a cerimônia do Oscar, em meados de março ou abril de 2026.
Independentemente do resultado na noite de 15 de março, O Agente Secreto já garantiu seu lugar na história. A presença massiva do filme brasileiro entre os melhores do mundo reafirma a potência cultural do país e a capacidade de nossos realizadores de dialogar com audiências globais sem perder a identidade local.
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