Toffoli se declara suspeito em ação sobre CPI do Banco Master

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito sobre as acusações referente ao seu envolvimento no Banco Master, do qual era relator. “Nos termos do disposto no art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo”, disse o ministro. “Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, acrescentou.
A declaração vem no mesmo dia em que o ministro foi escolhido para ser o responsável por julgar o mandado de segurança que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação do Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília). A escolha foi feita por meio de sorteio virtual nesta terça-feira (11).
O pedido, que havia sido apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), acusava o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de “omissão inconstitucional” em relação à instalação da CPI.
Toffoli deixa relatoria do Master
No dia 12 de fevereiro o ministro tinha deixado a relatoria do caso depois de a Polícia Federal (PF) enviar ao presidente da Corte, Edson Fachin, relatório sobre a perícia feita no celular do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.
Como mostrou a Jovem Pan, Toffoli havia argumentado com os colegas que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas se viu isolado e acabou cedendo. A avaliação dos integrantes da Corte é de que a atuação do magistrado no processo do Banco Master tem causado um desgaste desnecessário ao Supremo.
*Em Atualização
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